Persiste a desvantagem dos rendimentos femininos na RMPA

Na última década, a participação feminina no mercado de trabalho cresceu de modo intenso, porém as mulheres continuam se inserindo no mundo produtivo em condições mais desfavoráveis do que os homens. Isso é o que aponta a análise dos dados dos rendimentos do trabalho, por sexo e escolaridade, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), apurados pela Pesquisa Emprego e Desemprego entre 1993 e 2003.

Em 1993, as mulheres recebiam 65,3% do rendimento médio real dos homens, e, em 2003, essa proporção progrediu, alcançando, todavia, apenas 72,2%. A redução do diferencial entre os rendimentos masculinos e femininos ocorreu num contexto de retração para os trabalhadores em geral, porém o contingente masculino sofreu importantes perdas (-8,1%), enquanto as trabalhadoras apresentaram acréscimo de 1,6%. A redução da diferença de remuneração entre homens e mulheres deve-se, principalmente, ao comportamento observado para as trabalhadoras com curso superior completo, que experimentaram elevação real (9,1%) em seus rendimentos médios, cujos ganhos passaram de R$ 1.640 em 1993 para R$ 1.790 no ano passado, não superando, contudo, o rendimento médio real de R$ 2.632 que os homens com idêntico nível de instrução obtiveram em 2003.

Persiste a desvantagem dos rendimentos femininos na RMPA

Compartilhe