Performance recente dos preços das commodities

Acompanhar o comportamento das commodities é relevante devido ao seu impacto na inflação e nas exportações. As commodities iniciaram movimento próspero de preços desde 2002 — com alta mais consistente a partir de 2003 —, relacionado, principalmente, com a retomada do crescimento econômico mundial, com destaque para a robusta demanda chinesa por matérias-primas.

Em julho de 2008, os preços dos não energéticos mais que dobraram em comparação com janeiro de 2003. Ao incluir os preços de energia — leia-se carvão, gás e petróleo —, a elevação foi de 3,3 vezes para o mesmo período. Entretanto, a partir de agosto de 2008, os preços começaram a cair, em decorrência da crise econômica mundial, mas logo se recuperaram.

Em dezembro de 2008, a cotação das commodities não energéticas diminuiu 34,80% em relação a julho do mesmo ano, mas subiu 32,84% de dezembro de 2008 a dezembro de 2009. De julho a dezembro de 2010, permaneceu em rota ascendente, e um novo patamar foi atingido em abril de 2011. A partir de maio de 2011, iniciou-se movimento baixista. Em dezembro de 2011, diminuiu 19,73% em relação a abril do mesmo ano. Apesar disso, ainda permanece elevada em comparação com os preços históricos e levemente abaixo do ápice de 2008. Se continuar a cair, podem ser arrefecidas as pressões inflacionárias. Por outro lado, o saldo comercial brasileiro, favorecido nos últimos anos pelos altos preços das commodities, poderá deteriorar-se.

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