Padrão de evolução das indústrias gaúcha e brasileira por intensidade tecnológica

Os resultados da Pesquisa Industrial Anual, divulgada, em junho de 2015, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram a evolução da estrutura industrial no Brasil e no Estado, entre 2007 e 2013. Nesse período, a indústria de transformação brasileira perdeu participação na estrutura do Valor da Transformação Industrial (VTI), caindo de 91,9% para 86,3%. No Rio Grande do Sul, a participação da indústria de transformação passou de 99,3% para 99,2%.

A partir da classificação por intensidade tecnológica, observam-se semelhanças no padrão de evolução das estruturas industriais do Estado e do País. Em 2013, 59,6% do VTI do RS estiveram concentrados em indústrias de baixa e de média-baixa tecnologia, enquanto, no Brasil, esse percentual alcançou 55,8%. No entanto, as indústrias de baixa tecnologia do Estado perderam participação no período, passando de 42,8% do VTI em 2007 para 40,8% em 2013. No País, a participação dessas indústrias passou de 28,8% para 30,5%. No RS, a queda ocorreu em quase todos os setores, com destaque para a indústria coureiro-calçadista, cuja participação passou de 8,3% para 6,8%. Já o segmento de fabricação de alimentos, de maior participação na estrutura industrial do Estado, aumentou de 14,2% para 15,7%. As indústrias de média-alta tecnologia apresentaram o maior ganho de participação na indústria gaúcha, entre 2007 e 2013, passando de 34,4% para 37,8%. Dentre os setores que mais contribuíram para essa expansão, destacam-se os de fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (de 9,7% para 13% do VTI) e o de máquinas e equipamentos (de 8,6% para 11,2%). Já as indústrias de alta tecnologia tiveram perda de participação tanto na estrutura industrial brasileira quanto na gaúcha. No Brasil, a participação dessas indústrias caiu de 6,3% para 5,4%, enquanto, no Estado, passou de 2,5% para 1,8%. Assim como no Brasil, a perda de participação dessas indústrias no VTI do Estado ocorreu em quase todos os setores, com exceção da fabricação de instrumentos para uso médico e odontológico, que teve aumento de 0,2% para 0,3% (no País, de 0,3% para 0,4%).

Os resultados reforçam a hipótese da existência de um padrão inercial de evolução das estruturas industriais gaúcha e brasileira. Nesse padrão, os motores do investimento e do crescimento têm sido grupos industriais relacionados às commodities (minerais e agroindustriais) e indústrias representativas do antigo padrão tecnológico, cuja característica marcante tem sido a limitada potencialidade para desencadear inovações capazes de proporcionar a elevação sustentada da produtividade.

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