Os investimentos diretos brasileiros na Argentina

As freqüentes crises econômicas geradas, em grande parte, pela política de câmbio valorizado, pela profundidade e pela rapidez com que foram implementadas as reformas econômicas na Argentina, durante a década de 90, somadas ao relativamente lento crescimento médio dessa economia durante os últimos 30 anos, criaram um ambiente pouco propício ao desenvolvimento e à expansão das empresas nacionais e favorável à desnacionalização, devido ao sucateamento de muitas empresas. Nesse contexto, algumas firmas brasileiras optaram por realizar investimentos diretos (IDs) no país vizinho.

Os principais IDs brasileiros na Argentina, no período 1995-06, foram feitos nos seguintes setores: petróleo e gás (Petrobrás); alimentos e bebidas (AmBev, Friboi, Brahma e Cevai); materiais de construção (Camargo Correa); bancos e serviços financeiros (Banco Itaú); indústrias básicas de ferro e aço (Belgo Mineira); petroquímica (Compaffla Mega, joint venture da Petrobrás com a Repsol e a Dow Chemical).

A maioria dos setores industriais receptores dos IDs brasileiros é formada por setores maduros, intensivos em escala, passando por um processo de acelerada reestruturação em nível mundial. No caso do setor automotivo e de autopeças, a existência de um acordo automotivo no âmbito do Mercosul seria um dos principais motivos para os investimentos das empresas brasileiras na Argentina. Em relação aos serviços, as decisões de localização das firmas brasileiras estariam relacionadas com a diversificação de mercados, com os processos de privatização na Argentina e com um certo conhecimento das preferências dos consumidores argentinos.

Os investimentos diretos brasileiros na Argentina

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