Óbitos de menores de cinco anos, em 2003, foram maiores no sudoeste do RS

Os dados sobre a mortalidade de menores de cinco anos são utilizados pela Unicef como indicadores de desenvolvimento e incorporam uma grande variedade de “fatores de contribui ção”, tais como a saúde nutricional e o conhecimento das mães sobre saúde, o grau de imunização e o uso dos tratamentos nos casos de diarréias, bem como a disponibilidade de serviços de saúde materno-infantil, inclusive assistência pré-natal, renda, alimentos na família, segurança no meio ambiente, água limpa e saneamento básico.

No sentido de procurar medir a efetividade das despesas municipais, utilizamos, para o período 2000-03, no conjunto das mesorregiões, os óbitos de menores de cinco anos (SIH/SUS) em relação a essa mesma faixa etária e as despesas com saúde e saneamento per capita dos municípios. Na média das mesorregiões, 21,7% das despesas foram com saúde e saneamento. Estas, embora insuficientes, cresceram 7,7% a.a. no período, em valores de 2003, enquanto os óbitos decresceram 5,6% a.a.

Entre as causas dos 1.600 óbitos registrados em 2003, as mais incidentes, tidas como evitáveis, são: afecções originadas no período perinatal; doenças infecciosas e parasitárias; e as do aparelho respiratório.

Os maiores percentuais de óbitos, acima da média de 2003, estão em três mesorregiões. As Mesorregiões Sudoeste e Sudeste apresentaram maiores acréscimos nas despesas com saúde e saneamento e decréscimos nos óbitos de 4,8% e 11,9% respectivamente. A Mesorregião Metropolitana, com 730 óbitos, embora seja a de menor crescimento nas despesas, mostrou redução nos óbitos também superiores à média. Se ela tivesse acompanhado pelo menos a média do Estado nas despesas com saúde e saneamento, a redução dos óbitos seria maior.

Óbitos de menores de cinco anos, em 2003, foram maiores no sudoeste do RS

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