O setor bancário gaúcho após a reestruturação do SFN

A partir dos anos 90, principalmente após o Plano Real (1994), a reestruturação do Sistema Financeiro Nacional (SFN) alterou o perfil do setor bancário tanto brasileiro como gaúcho.

No Rio Grande do Sul, analisando-se o período 1994-02, constata-se que o número de agências bancárias no Estado diminuiu de 1.502 em 1994 para 1.371 em 2002, representando uma queda de 8,72%. A participação do número de agências bancárias na Capital em relação ao total do Estado aumentou de 19,84% para 22,17%, enquanto, no Interior, houve uma redução de 80,16% para 77,82%. Em relação ao total de municípios que dispunham de serviço bancário no RS, registrou-se uma queda, pois, enquanto, em 1994, eram atendidos 90,82% dos municípios, em 2002, o percentual foi de 79,84%. Essa situação deveu-se, fundamentalmente, ao fechamento de agências bancárias ineficientes, com o objetivo de reduzir custos.

Quanto à participação do volume das operações de depósitos e de crédito do setor bancário gaúcho no total do Brasil, ocorreu, no período, uma elevação da primeira modalidade de operação, a qual passou de 3,73% para 4,83%. A segunda apresentou uma pequena queda, de 5,81% para 5,18%.

A participação do volume total dos depósitos e dos créditos dos bancos federais e estaduais, no RS, em relação ao total do Estado registrou uma redução, enquanto os bancos privados aumentaram a sua participação.

O setor bancário gaúcho após a reestruturação do SFN

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