O Rio Grande do Sul perde “espaço” no mercado internacional de carne bovina

Recentemente, as exportações brasileiras de carne bovina têm adquirido destaque no noticiário, em virtude do grande crescimento apresentado por essas vendas em 2003. Desde 1999, as exportações brasileiras desse tipo de carne vêm apresentando um incremento significativo, e as expectativas dos agentes do mercado são de que, neste ano, superem as dos Estados Unidos e as da Austrália, os dois maiores exportadores dessa carne até 2002.

A desvalorização do real em 1999 alavancou de forma significativa as exportações de carne bovina brasileira. Mas foi em 2001 o grande salto no volume exportado pelo Brasil, decorrente, essencialmente, do aumento das vendas externas de carne in natura. Foi justamente em 2001 que ocorreu o ressurgimento da febre aftosa no Rio Grande do Sul, prejudicando sobremaneira as vendas gaúchas desse tipo de carne. Se já existia um movimento de perda de mercado externo da carne originada do Rio Grande do Sul em relação à de outros estados desde o início da década, esse contexto se acentuou com a aftosa. Em 1990, o Estado participava com 22% do total de carne bovina exportado pelo País. Desde lá, no entanto, tem apresentado redução em sua participação, que já se encontrava em torno de 8% no final da década e foi de 6% em 2002.

Apesar dos reveses, em 2003 o Rio Grande parece ensaiar uma recuperação, pelo menos no sentido de não perder mais “espaço” no mercado externo, uma vez que, de janeiro a agosto deste ano, as exportações de carne bovina in natura apresentaram um volume de vendas duas vezes superior ao exportado em igual período de 2002.

O Rio Grande do Sul perde “espaço” no mercado internacional de carne bovina

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