O perfil nutricional dos brasileiros e dos gaúchos

O IBGE, no final de 2004, divulgou a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 (POF), que informa sobre o perfil antropométrico nutricional da população adulta.

Os dados atuais, quando comparados com os de pesquisas anteriores (1974-75 e 1989), mostram uma tendência à diminuição da prevalência do déficit de peso e uma elevação do excesso de peso e da obesidade entre os homens, enquanto as mulheres mantêm um patamar elevado, tanto no excesso de peso como na obesidade, em ambas as pesquisas. Especialistas afirmam que o problema da subnutrição crônica persiste em várias regiões do País, ainda que não exista falta de produção de alimentos para ofertar no mercado. Parcelas significativas dos potenciais consumidores não possuem renda para consumir as calorias mínimas necessárias recomendadas pela FAO para o Brasil (2.300 calorias diárias).

A pesquisa apontou que 2,8% do sexo masculino possui déficit de peso no Brasil, e 2,1%, no RS, enquanto, para o sexo feminino, esses resultados são superiores, ou seja, respectivamente, 5,2% e 3,1%. Esse indicador, de modo geral, mede a desnutrição. Quanto ao excesso de peso, a prevalência é alta tanto para o Brasil quanto para o Estado. As diferenças entre os sexos não são significativas, embora o total do RS seja de cerca de 8 pontos percentuais acima dos resultados brasileiros. No País, os homens com sobrepeso representam 41,1% da população masculina, e as mulheres, 40,0% da feminina, sendo essa relação, no Rio Grande do Sul, de 49,0% e 48,3% respectivamente. A incidência de sobrepeso e de desnutrição tem conseqüências nefastas para a saúde das pessoas e gera pressão sobre os serviços de saúde pública. A obesidade é mais acentuada entre as mulheres, tanto no Brasil (13,1%) quanto no RS (18,5%); para os homens, ela é alta, embora relativamente mais baixa do que a das mulheres, sendo os valores de, respectivamente, 8,3% e 11,3%.

O perfil nutricional dos brasileiros e dos gaúchos

Compartilhe