O emprego formal em 2005: pena maior para o RS

A geração de empregos formais no Brasil apresentou um nítido sinal de desaceleração ao longo de 2005, confirmado com o resultado final do ano. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelam uma expansão de 5,09% no estoque de empregados com carteira, em 2005, com um saldo líquido entre admitidos e desligados de 1.253.981 postos de trabalho, 17,67% inferior ao resultado de 2004, quando foram geradas 1.523.276 vagas no mercado formal. Contrastando-se as taxas de variação mês a mês do último ano com as do ano anterior, verifica-se que, com exceção de janeiro, abril e dezembro, todos os outros meses lograram variações menores em 2005 frente a 2004. Os piores resultados setoriais em 2005 ocorreram na agropecuária — o único setor que eliminou postos (-1,00%) — e na indústria de transformação — o que menos cresceu (3,01%) —, enquanto os melhores foram no setor serviços, no comércio e na construção civil.

No RS, o mercado de trabalho formal teve o segundo pior desempenho do Brasil, na frente apenas do Mato Grosso, que acusou decréscimo. No Estado, registrou-se um modesto incremento de 1,42%, pela incorporação de 26.263 trabalhadores, muito abaixo do alcançado em 2004 (6,67%). Dentre os setores mais representativos sob o enfoque do emprego com vínculos, o destaque negativo ficou por conta da construção civil e da indústria de transformação, que perderam contingente de trabalhadores frente a 2004 — -3,71% e -2,73% respectivamente.

Além disso, o processo de criação de empregos no Brasil esconde um mecanismo perverso de rebaixamento salarial: a remuneração média dos trabalhadores admitidos, no País, em 2005, era 88,62% da dos desligados, enquanto, no RS, era 88,10%.

O emprego formal em 2005 pena maior para o RS

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