O eficiente ajuste fiscal pelo lado da receita

A política fiscal do Governo Federal, em 2005, alcançou o objetivo de elevar suas receitas. Estas tiveram um crescimento de 8,9%, sendo que as do Tesouro nacional alcançaram R$ 378 bilhões, enquanto as da Previdência atingiram R$ 109 bilhões, representando um aumento de 8,9% e 9,5% em relação a 2004. A receita líquida total, que exclui as transferências a estados e municípios, superou em 7,3% a do exercício anterior, devido, principalmente, à melhoria da arrecadação do Imposto de Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido.

As despesas também apresentaram aumento de 8,7%, totalizando R$ 352 bilhões; esse resultado foi obtido pela elevação de 10% nos gastos com benefícios previdenciários, bem como pelo acréscimo de 16,1% nas despesas com custeio e capital, onde se destacaram os subsídios e as subvenções econômicas, que superaram em 77,9% os de 2004 , em conseqüência do aumento de recursos destinados à agricultura e à dívida agrícola securitizada, dentre outros.

Quanto ao resultado primário do Governo Central, o mesmo registrou queda de 1,4% em relação ao de 2004, refletindo-se na redução do superávit do PIB de 2,79% para 2,72% em 2005. Essa tendência declinante provavelmente deverá continuar durante o ano de 2006, em vista das pressões por maiores dispêndios no próximo período eleitoral.

O eficiente ajuste fiscal pelo lado da receita

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