O comércio RS-Mercosul

De janeiro a outubro de 2002, a queda das exportações gaúchas para o Mercosul foi de 55,94%, devido à crise na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. Os principais produtos exportados para o bloco pelo Estado no período foram: polietileno, adubos e fertilizantes, erva-mate, colheitadeiras, benzeno, carnes de suíno, tratores e suas partes e acessórios, produtos manufaturados do fumo e inseticidas.

As importações do RS provenientes do Mercosul também se reduziram (-26,65%) nos primeiros 10 meses de 2002, não só devido à desvalorização do real frente ao dólar como também pelas dificuldades da Argentina para produzir e exportar, causadas pelo “corralito”. Os principais produtos importados pelo RS provenientes do Mercosul no período enfocado foram: combustíveis, trigo, gás natural, couro bovino, pneus, butano liquefeito, arroz, motores diesel, garrafas e frascos de plástico.

Desde 1991 — ano da criação do Mercosul — até 1998, a corrente de comércio (exportações mais importações) entre o RS e esse bloco manteve-se crescente, tendo atingido seu patamar mais alto em 1998. Em 1999, mesmo com a desvalorização do real, as exportações gaúchas para o Mercosul caíram, ocorrendo situação idêntica com as importações. Como conseqüência, a corrente de comércio também diminuiu. Em 2000, as exportações elevaram-se um pouco, mas as importações cresceram muito mais. E a corrente de comércio, inclusive, superou a de 1997. A partir de 2001, porém, as relações de comércio entre o Estado e o Mercosul diminuíram sensivelmente, fato que se agravou fortemente em 2002.

O comércio RS-Mercosul

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