O aumento dos preços das exportações brasileiras em 2007

Em 2007, no Brasil, a taxa de câmbio manteve forte a tendência de valorização do real. Essa apreciação não ocorreu apenas na relação real/dólar, mas também na cotação do real frente à maior parte dos principais parceiros comerciais. Assim, o preço em real da cesta de moedas dos 13 principais parceiros comerciais do País caiu 13,7% no período jan.-nov., na comparação com igual período de 2006. O fato necessariamente se constituiu num desestímulo ao aumento das exportações brasileiras. Não obstante isso, as estimativas são de que as quantidades vendidas (índice de quantum) até novembro tenham crescido 6,5%, enquanto o valor das vendas externas totais tenham aumentado 16,9%. O leitor já terá percebido que o preço médio das exportações se elevou significativamente. Na comparação com o mesmo período de 2006, o aumento do índice de preços atingiu 9,8%. Por classe de produto, constatam-se as seguintes taxas de elevação dos preços médios: básicos, 13,1%; semimanufaturados, 11,4%; manufaturados, 7,9%. O aumento dos preços das exportações foi um fato benéfico importante por, no mínimo, duas razões bastante óbvias: primeiro, porque aumentou a receita das exportações por unidade exportada; segundo, pelo fato de que, ao remunerar melhor as vendas externas, o mercado internacional ofereceu uma compensação aos exportadores — parcial, mas não de pequena monta — pelas perdas decorrentes da apreciação do real.

O aumento dos preços das exportações brasileiras em 2007

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