Necessidades básicas insatisfeitas por tamanho de município

O IBGE, através dos Indicadores Sociais Municipais 2000, elabora um indicador que tenta medir necessidades básicas insatisfeitas. Dessa forma, pode-se apontar onde há maior demanda potencial por programas que visem à melhoria das condições de vida da população. São considerados vulneráveis aqueles domicílios que apresentam saneamento inadequado (saneamento adequado possuem os domicílios com escoadouro ligado à rede geral ou fossa séptica, serviços de água proveniente de rede geral de abastecimento e com destino do lixo, coletado, direta ou indiretamente, pelos serviços de limpeza), com responsáveis com menos de quatro anos de estudo (analfabetos funcionais) e com rendimento mensal de até dois salários mínimos.

No Estado, 9,2% dos domicílios encontravam-se na condição de carência. A análise por estratos de municípios revela que, à medida que cresce o tamanho do município, há uma melhora nas condições de seus domicílios. A proporção de domicílios com necessidades insatisfeitas passa de 22,5%, para os que possuem até cinco mil habitantes, para 4%, para aqueles entre 100 e 500 mil habitantes, sendo de 1,6% para Porto Alegre, o único município com mais de 500 mil habitantes. De fato, a tentativa de medir as necessidades básicas com base no indicador mencionado depara-se com uma dificuldade: a alta correlação entre urbanização e saneamento, variável esta que tem importância diferente, conforme a aglomeração humana. O grau de urbanização aumenta de acordo com o porte populacional dos municípios: passa de 33,7% nos municípios menores para mais de 95% nos com mais de 100 mil habitantes.

Necessidades básicas insatisfeitas por tamanho de município

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