Mercado interno impulsiona produção gaúcha de veículos automotores

A redução de aproximadamente cinco pontos percentuais na taxa de juros para financiamento de automóveis e a expansão das operações com prazo igual ou superior a 36 meses despontam como importantes fatores a influenciar positivamente o desempenho recente da indústria automotiva gaúcha. Também merecem destaque o efeito dinamizador da oferta crescente de veículos bicombustíveis (etanol/gasolina), o aumento da massa salarial e as perspectivas alvissareiras de crescimento do agronegócio da região Centro-Sul do País.

Contudo, a trajetória de recuperação da produção física de autoveículos e suas peças a partir do início de 2006, com base no indicador acumulado em 12 meses, parece estar alicerçada, primordialmente, no mercado interno. A valorização do real afetou com rigor a competitividade das exportações dessa cadeia produtiva, acarretando reduções efetivas nas quantidades embarcadas (-7,6% em 2006), embora compensadas pelo aumento dos preços em dólar. É importante ressaltar, entretanto, a existência de comportamentos diferenciados dos principais subsetores — fabricação de cabines e carrocerias (-3,8%) e fabricação de peças e acessórios (9,4%) — situação que se mantém no começo de 2007.

O ano de 2007 deverá ser positivo para a cadeia automotiva no Rio Grande do Sul. A expectativa das montadoras de automóveis é de continuidade do crescimento do mercado interno de veículos, com a tecnologia flex fuel (aproximadamente 90% da produção da GM de Gravataí adota essa tecnologia), enquanto as de caminhões, reboques e carrocerias contam com o efeito dinamizador do bom desempenho do agronegócio e da recuperação das taxas de crescimento da economia nacional.

Mercado interno impulsiona produção gaúcha de veículos automotores

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