Menores rendimentos evidenciam crescimento na RMPA

Nos últimos dois anos, tem-se observado um comportamento diferenciado entre os ocupados segundo o nível de renda, com uma vantagem para aqueles com menores rendimentos, conforme os dados levantados pela Pesquisa Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA).

Para efeito de análise, o total dos trabalhadores foi dividido em quartis de renda, sendo que cada grupo corresponde a 25% dos trabalhadores, do menor ao maior nível de rendimento. Entre jun./04 e jun./05, a única taxa de variação do rendimento médio real a apresentar um comportamento positivo foi a do Grupo 1 (2,5%) — que corresponde aos 25% ocupados com rendimentos mais baixos —, enquanto o Grupo 4 evidenciou a maior redução dentre os demais (-3,5%).

Esse comportamento foi mais intensamente observado no confronto entre jun./05 e jun./06, quando os ocupados do Grupo 1 obtiveram crescimento do rendimento médio real de 10,0%, os grupos intermediários apresentaram taxas menores e o contingente de ocupados com rendimentos mais altos (Grupo 4) obteve uma pequena variação negativa de 0,7%. Considera-se que o aumento do salário mínimo real foi um dos fatores que contribuiu para esse melhor desempenho do rendimento médio real dos ocupados que percebiam os menores rendimentos, uma vez que o valor do rendimento desse grupo se situa próximo ao do salário mínimo.

Taxa de variação do rendimento médio real dos ocupados, por grupos de trabalhadores, na RMPA — jun./04-jun./05 e jun./05-jun./06

FONTE: PED-RMPA — Convênio FEE, FGTAS/SINE-RS, SEADE-SP, DIEESE e apoio PMPA.
NOTA: O Grupo 1 corresponde a 25% do total dos trabalhadores com rendimentos baixos; o Grupo 2, a 25% do total dos trabalhadores com rendimentos imediatamente inferiores ao mediano; o Grupo 3, a 25% do total dos trabalhadores com rendimentos imediatamente superiores ao mediano; e o Grupo 4, a 25% do total dos trabalhadores com rendimentos mais altos.

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