Mais de 951.000 famílias identificadas por carência de saneamento básico adequado

A ONU, através dos países signatários dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Até 2015, no combate à extrema pobreza e à fome, constrói sua estratégia de progresso objetivando o compromisso compartilhado com a sustentabilidade ambiental do planeta. O sétimo objetivo visa garantir a sustentabilidade ambiental e tem por meta a redução pela metade do número de domicílios sem ligação à rede geral de esgoto.

A situação desse indicador depende da atualização do Censo 2010. Mas 1.381.174 famílias já foram visitadas no ano de 2009, em todo o Rio Grande do Sul, pelas equipes de saúde. Das famílias localizadas, 69% vivem em regiões das cidades carentes do atendimento público em rede de esgoto cloacal. No ranking do Brasil, o Estado encontra-se na 11ª posição. Treze são as cidades onde foram encontradas, até o momento, mais de 10.000 famílias desprivilegiadas pelo atendimento, sendo elas: Panambi, Passo Fundo, Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas, Santa Maria, Carazinho, Ijuí, Gravataí, Santa Rosa, Lajeado, Cruz Alta e São Borja. As despesas municipais realizadas, em 2008, no saneamento foram de 1,14% da despesa total, perfazendo R$ 14,35 ao ano por habitante, o que se tem mostrado claramente insuficiente.

Os benefícios trazidos com a canalização e com o tratamento das águas servidas estão diretamente relacionados às possibilidades da reversão dos impactos ambientais gerados pelas crescentes cargas poluidoras que contaminam o meio ambiente.

Mais de 951.000 famílias identificadas por carência de saneamento básico adequado

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