Juros reais não acompanham as quedas na Selic

O Banco Central tem anunciado sucessivas quedas na taxa de juros básica da economia brasileira. A taxa de juros nominal de curto prazo apresentou uma redução de cinco pontos percentuais, caindo, a partir de setembro de 2005, de 19,75% para os atuais 14,75%. Essa importante queda foi compensada, em grande parte, pela tendência declinante da inflação, decorrente principalmente da pressão sobre os preços exercida pela valorização cambial.

Quando se toma como referência o índice oficial da inflação brasileira (IPCA), nota-se que, após o início da redução da Selic, o crescimento dos preços medido pelo IPCA acumulado nos últimos 12 meses mostrou uma queda superior a três pontos percentuais. Isso faz com que a taxa real de juros não mostre o mesmo ritmo de redução da taxa nominal. Essa constatação ganha importância, uma vez que a arbitragem internacional com divisas leva em conta as taxas de juros reais dos diversos países. Em um contexto de aumento das taxas básicas de juros nos EUA — no momento, em 5% ao ano —, o espaço para reduções acentuadas na taxa de juros real brasileira parece estar estreitando-se, apesar da consistente queda da inflação no País.

Juros reais não acompanham as quedas na Selic

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