Juros altos e desvalorização cambial propiciam boa rentabilidade aos bancos

No primeiro semestre de 2001, tal como havia ocorrido em 1999, a prática pelo Governo de uma política de taxa de juros elevada, aliada à desvalorização cambial ocorrida nesses períodos, favoreceu o resultado dos bancos.

Em 1999, a mediana da rentabilidade das instituições bancárias — medida pelo quociente entre lucro líquido e patrimônio líquido — foi de 16,6%, superior aos 11,7% em 1998. O lucro dos 100 maiores bancos, nesse ano, ficou em R$ 12,5 bilhões, enquanto no ano anterior havia sido de R$ 5,1 bilhões, um crescimento em torno de 145%. Quanto ao primeiro semestre de 2001, a rentabilidade dos intermediários financeiros atingiu 20%, a maior dos últimos 10 anos.

Os resultados acima refletem, principalmente, os ganhos de tesouraria, obtidos através da compra de títulos do Governo com taxas de juros elevadas, da aquisição de ativos públicos com correção cambial, objetivando a formação de hedge, e de operações com o dólar.

A série analisada mostra que a rentabilidade tem sido sempre boa. Nos anos em que o resultado dos bancos não foi puxado pelos ganhos de tesouraria, a rentabilidade, apesar de não ter sido tão elevada, foi apreciável, tendo sido influenciada por receitas mais tradicionais, como cobrança de tarifas por prestação de serviços, administração de recursos de terceiros, venda de produtos financeiros, do tipo previdência privada, seguros e capitalização.

Juros altos e desvalorização cambial propiciam boa rentabilidade aos bancos

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