Indústrias de alimentos e de bebidas retomam crescimento no RS

As indústrias de produtos alimentícios e de bebidas têm um peso importante na indústria de transformação do Estado, representando em torno de 17% tanto do Valor de Transformação Industrial como do emprego formal (dados de 2006).

O desempenho dessas duas atividades, em jan.-set./09, na comparação com igual período do ano anterior, aponta tendência de recuperação, mesmo que lenta. As taxas de variação da produção oscilaram bastante no período. Porém as linhas de tendência demonstram a retomada do crescimento para os dois segmentos.

O comportamento da produção de bebidas foi bastante irregular, com fortes oscilações, tendo-se mantido praticamente com taxas positivas de crescimento no período. Com a produção dirigida basicamente ao mercado doméstico, esse segmento apresenta boas perspectivas em função da sua sazonalidade.

Na indústria de alimentos, as oscilações foram menores, e as taxas foram negativas em sua maioria. Embora esse segmento se apoie solidamente no mercado interno, há uma parte importante da produção direcionada à exportação – sobretudo as carnes de aves e os produtos da soja -, que foi prejudicada pela crise internacional. Quanto ao mercado interno, não se identificou retração do consumo de alimentos em função da crise – até porque a renda média do consumidor brasileiro tem-se elevado -, mas cautela e seletividade foram atitudes do consumidor frente a uma conjuntura incerta. Isso se reflete no ritmo lento em que se expandiu a produção de alimentos no corrente ano.

É de se esperar que a proximidade do verão e das festas de fim de ano intensifique a produção de alimentos e de bebidas, de forma que essas atividades recuperem o crescimento anterior à crise. Os dados de setembro já sinalizam esse caminho.

Indústrias de alimentos e de bebidas retomam crescimento no RS

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