Indústria gaúcha acumula taxas de crescimento negativas

A produção da indústria de transformação gaúcha, avaliada pelo indicador acumulado do IBGE (PIMpf), teve uma queda de 3,70% nos sete primeiros meses de 2006, como resultado de uma combinação de fatores desfavoráveis que atingiramalguns dos segmentos com maior participação na estrutura produtiva estadual. O desempenho negativo, contudo, não se restringe ao ano em curso. Desde janeiro de 2005, vêm sendo contabilizadas sucessivas variações negativas no volume de produção física, o que coloca o RS entre os estados de pior desempenho industrial, ao lado do Paraná e de Santa Catarina.

No caso do RS, a estrutura produtiva concentrada na produção de bens de consumo não duráveis e a pauta de exportação, composta, em grande medida, por produtos do agronegócio, explicam a sucessão de resultados negativos. O impacto das duas estiagens consecutivas (com a quebra da safra de grãos de 40% em 2004 e de 70% em 2005) e das reduções das vendas externas da carne de frango, em decorrência da gripe aviária e da queda dos preços das commodities agrícolas em período mais recente, somado aos efeitos danosos do câmbio valorizado, atingiu atividades de grande peso no parque fabril gaúcho: calçados e artigos de couro; produtos químicos (especialmente herbicidas e fertilizantes); e máquinas e implementos agrícolas e equipamentos. Os resultados positivos foram registrados pelos segmentos produtores de alimentos e veículos, beneficiados pela expansão da produção de carnes bovinas e carrocerias para ônibus.

Indústria gaúcha acumula taxas de crescimento negativas

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