Indústria do mobiliário beneficia-se com redução do IPI

A produção moveleira do RS, que, durante 2009, apresentou um crescimento modesto, beneficiou-se amplamente da isenção fiscal promovida pelo Governo Federal em novembro desse ano, que zerou a alíquota do IPI para móveis de madeira, aço, plástico e rattan, bem como para placas de madeira.

O grande salto na produção ocorrido em jan./10 — seguido de uma natural reacomodação nos meses subsequentes — reflete a expansão necessária para responder ao aumento das vendas, as quais, desde dezembro, foram intensificadas. Convém salientar-se que a possibilidade de reduzir preços — via incentivo fiscal — não foi o único fator a influenciar tal expansão extraordinária do setor moveleiro. A demanda aqueceu-se também devido aos preços atrativos dos eletrodomésticos da “linha branca”, que estimularam a compra de móveis para cozinha, e às facilidades creditícias, ambos os fatores já presentes durante 2009. A chegada do período natalino e o pagamento do décimo terceiro salário — juntamente com a desoneração fiscal referida — completaram o quadro favorável.

Por outro lado, a expectativa de término do período de alíquota zero (31.03.10) pressionou produtores a anteciparem suas atividades, como mostram os elevados índices do 1º trim./10. Porém, em mar./10, o Governo decidiu, em caráter definitivo, unificar em 5% o IPI sobre todos os produtos do segmento, como móveis, estofados, painéis, aglomerados e placas laminadas, o que gerou perspectivas bastante otimistas.

Apesar do decréscimo dos índices em 2010 — consequência esperada da “bolha” produtiva de janeiro —, não há dúvida de que estão dadas as condições para a recuperação da indústria do mobiliário no RS.

Indústria do mobiliário beneficia-se com redução do IPI

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