Indústria de alimentos e bebidas com tendência favorável

As indústrias de produtos alimentares e de bebidas apresentaram elevadas taxas de crescimento da produção física da indústria de transformação do RS. Apesar da oscilação ocorrida durante o ano, a produção de alimentos cresceu 5,5% no acumulado jan.-nov./06, e a de bebidas, 8,5% no mesmo intervalo (PIM-PF-IBGE). Ambos os setores foram favorecidos, dentre outras razões, pelo aquecimento do consumo interno, propiciado pelo aumento do salário mínimo em percentuais superiores à inflação e por programas sociais, como o Bolsa-Família, atingindo uma faixa de renda com elevada propensão marginal a consumir. No caso de produtos alimentares, houve um estímulo suplementar oriundo da demanda externa.

No início do ano, a conjuntura do segmento exportador de carne de frango foi atingida por turbulências do mercado internacional, advindas de países da Europa e da Ásia, devido ao temor de contaminação pela gripe aviária. Isso, porém, não prejudicou a produção, já que o aumento do consumo interno compensou esse arrefecimento.

No segmento de laticínios, por sua vez, verificaram-se ampliação de instalações e criação de novas unidades em diversos municípios, com reflexos positivos sobre a produção de leite e de máquinas e equipamentos especializados, tendo em vista que os produtores de leite deverão adaptar-se aos requisitos de controle de qualidade no fornecimento da matéria-prima para as empresas.

O crescimento do gênero bebidas deve-se à ampliação do mercado de cerveja, impulsionado pela Copa do Mundo, por um inverno de temperaturas amenas e pela oferta de cervejas diferenciadas, tipo premium. A expansão do mercado de refrigerantes — sobretudo os diet — e de águas minerais responde, em particular, à preocupação do consumidor em garantir uma vida saudável. No caso da água mineral, adiciona-se o efeito das fortes estiagens, que modificaram o gosto da água corrente.

Indústria de alimentos e bebidas com tendência favorável

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