Índice Trimestral de Atividade Produtiva (ITAP) aponta crescimento do PIB gaúcho acima do nacional em 2011

O ITAP, indicador que mede o crescimento da economia gaúcha, registrou um aumento de 5,8% no segundo trimestre de 2011, com relação ao mesmo período do anterior. Esse desempenho, somado ao crescimento de 7,8% no primeiro trimestre, resultou numa expansão acumulada de 6,7% no semestre — superior, portanto, à expansão de, no máximo, 4,0% que se espera para a economia brasileira no período. Ainda que o resultado do segundo trimestre tenha representado uma desaceleração em relação ao primeiro, a dinâmica foi bastante similar em ambos: forte expansão da agropecuária, com efeitos irradiadores para o setor serviços, e crescimento pouco expressivo da indústria de transformação.

A desaceleração deve-se, principalmente, à aparente perda de fôlego da agropecuária. Enquanto, no primeiro trimestre, esse setor registrou uma expansão de 28,9% (seguida de taxas de 6,2% do setor serviços e de 2,4% da indústria de transformação), no segundo, a expansão foi de 7,8% (seguida de 6,3% do setor serviços e de 4,6% da indústria de transformação). A desaceleração, porém, é explicada pela diferença entre as bases de comparação. Isto é, o crescimento do primeiro trimestre resultou da recuperação das safras de fumo e arroz, cuja base de comparação estava deprimida, fenômeno que não se repetiu no segundo — apesar de a safra também ter sido recorde —, em função de a produção de soja também ter alcançado um bom resultado em 2010.

A desaceleração deve-se, principalmente, à aparente perda de fôlego da agropecuária. Enquanto, no primeiro trimestre, esse setor registrou uma expansão de 28,9% (seguida de taxas de 6,2% do setor serviços e de 2,4% da indústria de transformação), no segundo, a expansão foi de 7,8% (seguida de 6,3% do setor serviços e de 4,6% da indústria de transformação). A desaceleração, porém, é explicada pela diferença entre as bases de comparação. Isto é, o crescimento do primeiro trimestre resultou da recuperação das safras de fumo e arroz, cuja base de comparação estava deprimida, fenômeno que não se repetiu no segundo — apesar de a safra também ter sido recorde —, em função de a produção de soja também ter alcançado um bom resultado em 2010.

A expansão de 10,8% acumulada pelo setor serviços no primeiro semestre é explicada, em parte, pelo próprio crescimento da agropecuária, cujo aumento de renda gera um aumento derivado da demanda por serviços em geral, e também pelo aquecimento das atividades de comércio ligadas à construção civil. O crescimento de 3,6% da indústria de transformação no semestre, por outro lado, continua modesto. Tal como na economia brasileira, o setor industrial, no Estado, tem sido mais afetado pela queda na demanda mundial, pelo câmbio apreciado e pela desaceleração no ritmo de crescimento do crédito e do consumo. Com exceção dos segmentos da agroindústria e da produção de químicos, nos demais, observa-se um crescimento baixo ou mesmo queda na produção, em relação ao ano passado — caso dos setores de celulose e papel, borracha e plástico, mobiliário, refino de petróleo e coureiro calçadista. Como pode ser observado no gráfico, embora o ITAP já tenha superado o nível pré-crise, isso se explica pelos desempenhos da agropecuária e do setor serviços. A produção da indústria de transformação, por outro lado, mostra um ritmo de crescimento bastante moderado, não tendo alcançado, ainda, o nível de produção anterior à crise.

Índice Trimestral de Atividade Produtiva (ITAP) aponta crescimento

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