Impasses na Rodada Doha: repercussões para o Brasil

Após seis anos de negociações, o impasse ainda continua. O que está em jogo e interessa ao Brasil é a abertura dos mercados agrícolas da União Européia (UE) via cortes em suas tarifas aduaneiras para produtos agrícolas e o decréscimo no total de subsídios agrícolas concedidos pelos Estados Unidos aos seus produtores. Em contrapartida, países emergentes como o Brasil reduziriam suas restrições à importação de produtos industrializados e serviços. Todavia, com a diminuição das alíquotas consolidadas na Organização Mundial do Comércio (OMC), estas ficarão muito próximas das efetivamente praticadas pelo Brasil, o que dificultará a elevação de tarifas, quando necessário.

A forte expansão das exportações do agronegócio brasileiro tem aumentado o receio da concorrência brasileira na UE e nos EUA, ao mesmo tempo em que a maior entrada de produtos industriais e de serviços provenientes dessas regiões também é preocupante para o Brasil. Um resultado positivo da Rodada poderá favorecer as exportações brasileiras e gaúchas. Contudo, apesar de várias propostas, até agora as ofertas para alcançar um acordo comercial foram consideradas insuficientes por ambas as partes, levando a que as negociações sejam retomadas em setembro.

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