Impactos da crise no comércio gaúcho

Segundo o Índice de Vendas do Comércio (IVC) – Convênio FEE e Fecomércio-RS -, o Estado experimentou, em 2009, com o advento da crise, uma retração que não era verificada desde 2005, ano da última grande estiagem. O volume de vendas, no primeiro semestre de 2009, retraiu-se 3,0% quando comparado com igual período do ano anterior. Em 2005, a queda foi de 6,7%.

No atacado, a retração não foi tão intensa (-1,3%). O comércio atacadista de veículos, motocicletas, partes, peças e acessórios (13,5%) e o de matérias-primas agropecuárias (13,4%) foram os responsáveis pela amenização na queda do atacado. No entanto, quedas acentuadas foram verificadas no segmento de produtos intermediários industriais (-16,3%) e no de material de construção, madeira, ferragens e ferramentas (-19,7%).

No varejo, a redução (-4,7%) foi a maior verificada nesta série (início em 2004). À exceção do comércio varejista de combustíveis e lubrificantes (4,5%), houve queda em todos os demais setores, com destaque (negativo) para o segmento de materiais de construção (-13,9%) e o de tecidos, vestuário e calçados (-13,4%). Além desses, salienta-se o de produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,6%) e o de veículos, motocicletas, partes, peças e acessórios (-4,8%), que exercem influência significativa no índice agregado do varejo.

Impactos da crise no comércio gaúcho

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