Idosos aposentados: ocupados detêm melhores condições que inativos

Segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego na RMPA, entre as pessoas com 60 anos ou mais de idade na condição de ocupadas, 42,9% já eram aposentadas e/ou pensionistas no período 2004-07. Os dados revelam importantes diferenças entre os idosos ocupados com aposentadoria e/ou pensão, quando comparados com os inativos que também recebem esses benefícios.

Considerando-se apenas a remuneração proveniente da aposentadoria e/ou pensão, observa-se que os idosos ocupados recebem benefícios com valores superiores aos dos idosos inativos. Assim, para o período 2004-07, enquanto as mulheres ocupadas (R$ 797) recebiam um beneficio 7,1% superior ao das inativas (R$ 744), os
homens ocupados (R$ 1.262) auferiam 20,0% a mais do que os inativos (R$ 1.051). Além disso, ao se considerar a posição do indivíduo no domicílio, verifica-se uma maior concentração na condição de chefe de família de idosos ocupados com aposentadoria e/ou pensão (96,3% para os homens e 59,0% para as mulheres) do que de idosos inativos aposentados e/ou pensionistas (92,9% e 58,0% respectivamente) no mesmo período. Há que se considerar ainda que os idosos ocupados já aposentados e/ou pensionistas têm um melhor nível de
escolaridade – no período 2004-07, os homens apresentavam 8,3 anos médios de estudo, e as mulheres, 7,2 anos médios, enquanto os inativos que recebiam esses benefícios apresentavam apenas 6,3 e 5,3 anos médios de estudo respectivamente.

Nesse sentido, os dados permitem presumir que os trabalhadores idosos que já são aposentados e/ou pensionistas são mais qualificados e, portanto, detêm melhores condições de permanência e/ou de
reingresso no mercado de trabalho do que os idosos inativos.

Idosos aposentados ocupados detêm melhores condições que inativos

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