Hanseníase: o difícil combate

A hanseníase é uma moléstia infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, e sua contaminação dá-se pelas vias aéreas. Essa doença, além de incapacitar fisicamente, reforça preconceitos milenares.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a países em desenvolvimento alcançarem a meta de menos de
um doente por 10.000 habitantes até o ano de 2006. O Brasil, que ocupa o segundo lugar em número de casos novos, só perdendo para a Índia, entrou, em 1991, no programa de erradicação da doença por tratamento poliquimioterápico (PQT-OMS), que leva o paciente à cura num período de um ano.

Em 1999, registraram-se 83.090 casos novos no Brasil, o que representou uma proporção de 5,07/10.000. Em 2002, ocorreu um leve declínio, registrando-se 77.154 casos, com a taxa de 4,42/10.000. Mato Grosso do Sul, Piauí e Roraima são os estados com mais alta taxa de infectados: 30,19; 16,63; e 14,53 casos por 10.000 respectivamente.

O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado brasileiro a alcançar a meta da eliminação da hanseníase como problema de saúde pública e, em 1999, já estava com a taxa de 0,41/10.000 casos, sendo 409 pacientes em tratamento. Em 2002, foram detectados 231 pacientes, correspondendo a uma taxa de 0,22. Se o Brasil alcançar a meta prevista em 2006, provavelmente o RS terá a possibilidade de erradicar a doença.

Hanseníase o difícil combate

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