Gás carbônico (CO2) no consumo de energéticos não renováveis, no RS

Em 2000, o Rio Grande do Sul gerou 22,3 milhões de toneladas de CO2, oriundas do consumo de energéticos não renováveis (derivados do petróleo, gás natural e carvão mineral). Isso representou 8,6% das emissões desse gás no Brasil, uma participação superior à do PIB do RS no PIB nacional que foi de 7,70%. Estudo prospectivo (cenários tendenciais elaborados pelo grupo de energia da FEE) sobre os requerimentos de energéticos não convencionais, com base em supostas taxas de crescimento para a economia brasileira, em 2020, de 2,5%, 3,5% e 4,5% , estima acréscimos respectivos de 42,4, 54,0 e 66,7 milhões de toneladas de CO2, o equivalente a crescimentos da emissão de gases, relativamente ao ano 2000, de 89,7%, 141,6% e 198,3%.

Se, para eliminar a massa de carbono contida no CO2 gerado pelos combustíveis não renováveis consumidos no RS, em 2000, mediante seqüestro do C, seriam necessários 1,5 milhão de hectares de florestas médias, para o ano de 2020, os cenários apontam áreas estimadas em 2,9 milhões, 3,7 milhões e 4,5 milhões de hectares de florestas médias respectivamente. Isso leva a pensar na necessidade urgente de se garantirem áreas de florestas manejáveis, que complementem as já existentes, para que o gás carbônico seja seqüestrado em prol de um equilíbrio entre a natureza e as ações antropogênicas em nosso Estado.

Gás carbônico (CO2) no consumo de energéticos não renováveis, no RS

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