Flutuações e tendências da produção estadual de grãos

O ano 2002 fechou com um balanço negativo para o setor graneleiro gaúcho, pois registrou menos 3,2 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Tal desempenho, associado fortemente a condições climáticas adversas, implicou que, em apenas um ano, a contribuição do Rio Grande do Sul à produção nacional caísse de 20,4% para 16,9%. Esses fatores aleatórios apenas pioraram a posição relativa do Estado na distribuição espacial da oferta, a qual vinha deteriorando-se lenta e progressivamente desde, pelo menos, 1990, quando atingiu 27,3%.

A tendência apontada é reflexo de a produção estadual vir crescendo menos tanto com relação à das novas áreas de fronteira agrícola como, também, a de um estado tradicionalmente produtor e importante no abastecimento do mercado interno, o Paraná. Veja-se que o setor graneleiro estadual evoluiu a uma modesta taxa de 0,8% a.a. no período, contrastando com as exibidas pelo Paraná, de 5,5% a.a., por Goiás, 8,3% a.a., e pelo Mato Grosso, 11,4% a.a.

O fato é que está em marcha o processo de periferização do setor graneleiro estadual no sentido de perdas continuadas de sua importância relativa na oferta nacional, e, ademais, azares climáticos, atuando positiva ou negativamente sobre a lavoura, como os ocorridos em 2001 e 2002, só retardam ou agravam tal movimento.

Flutuações e tendências da produção estadual de grãos

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