Famílias em situação de alta vulnerabilidade no Brasil e no Rio Grande do Sul

Dados recentemente divulgados pelo IBGE revelam que o percentual de famílias em situação de maior vulnerabilidade social permanece alto no Brasil. Os critérios utilizados para definir alta vulnerabilidade foram: proporção de domicílios com crianças de até 14 anos de idade, com rendimento domiciliar per capita de até meio salário mínimo e com responsável com menos de quatro anos de estudo. O estudo aponta que, no Brasil, 22,1% dos domicílios se encontravam, em 2000, em situação de maior vulnerabilidade. No caso dos municípios de pequeno e médio portes, a situação era ainda pior, chegando a 39,2% naqueles com população entre 10.001 e 20.000 habitantes.

No Rio Grande do Sul, em 8,9% dos domicílios, verificava-se uma situação de alta vulnerabilidade, sendo que, nos municípios de pequeno e médio portes, o percentual era maior, alcançando 15,2% no caso daqueles com população entre 5.001 e 10.000 habitantes. O Estado situava-se em quarto lugar no ranking dos estados brasileiros, sendo superado por São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal. O quadro é bastante grave, uma vez que, como já se sabe, a pobreza e a falta de instrução expõem as crianças a um risco de vida muito maior: os filhos de  mães sem instrução têm, por exemplo, uma chance três vezes maior de não completar um ano de vida.

Famílias em situação de alta vulnerabilidade no Brasil e no Rio Grande do Sul

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