Exportações de carne bovina in natura: a importância do mercado europeu

A suspensão das compras de carne in natura brasileira por parte da União Européia (UE) em fevereiro de 2008 tornou clara a disparidade entre as exigências do bloco europeu em relação aos controles sanitários do rebanho, consubstanciadas no programa brasileiro de rastreabilidade — Sisbov —, e o cumprimento, tanto pelas certificadoras credenciadas pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento como pelos produtores, das regras estabelecidas por esse programa. As medidas subseqüentes tomadas pelo Ministério, como a elaboração de listas, cada vez mais restritas, de propriedades credenciadas a exportar para o bloco, não conseguiram suspender o bloqueio. A retomada das vendas só ocorreu após a visita de técnicos europeus a um número ainda menor de estabelecimentos seleciona- dos e o exame minucioso, realizado por esses técnicos, dos métodos de controle do rebanho e de uma nova exclusão de propriedades.

A importância das exportações brasileiras de carne in natura para a UE explica a mobilização na busca de uma solução para o imbróglio: de 2000 a 2007, as vendas dessa carne para o bloco representaram, em média, 40% do valor total das exportações brasileiras desse tipo de carne. A participação das exportações gaúchas de carne in natura para a UE no total exportado pelo Estado desse tipo de carne chega a superar, em alguns anos, a marca nacional, tornando, assim, a suspensão ainda mais significativa para o Estado.

Exportações de carne bovina in natura a importância do mercado europeu

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