Expansão e interiorização do ensino superior no RS

É inegável a importância da educação na promoção do desenvolvimento econômico. Aumentos de produtividade, inovação e autonomia dos trabalhadores estão entre alguns dos argumentos que justificam sua importância.

A recente divulgação de que o gasto público com educação atingiu 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB), após uma década de crescimento, chama atenção para a dinâmica recente da educação no Brasil, que, no início do século XXI, tem sido marcada por uma forte expansão do ensino superior e da pós-graduação, acompanhada de um processo de interiorização. No Rio Grande do Sul, não vem sendo diferente.

Na década de 60, já havia ocorrido, no Estado, uma descentralização dos investimentos federais na educação superior. Esse processo foi marcado pela construção de universidades federais em Santa Maria (em 1960) e em Pelotas e Rio Grande (ambas em 1969).

Entre a década de 70 e o início do século XXI, a expansão do ensino superior foi focada em instituições privadas, que, atualmente, respondem pela maior parte dos alunos matriculados no Estado. A partir de 2008, o interior do RS voltou a receber investimentos federais. Destaca-se a criação de duas Universidades com atuação no RS — Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) — e de três Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, sediados em Bento Gonçalves, Pelotas e Rio Grande, que mantêm 44 campi. Essa descentralização insere-se em uma lógica de atenuar as disparidades regionais, com investimentos em regiões historicamente negligenciadas.

No ano de 2013, o Estado contava com 404.801 alunos matriculados no ensino superior, em 40 municípios. A Região Metropolitana de Porto Alegre concentrava 48,37% das matrículas. O ensino federal representava a maior parte das matrículas nas mesorregiões Centro Ocidental, Sudeste e Sudoeste. O ensino privado, por sua vez, representava a totalidade das matrículas nas mesorregiões Centro Oriental e Noroeste e a maior parte das matrículas nas mesorregiões Nordeste e Metropolitana.

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