Expansão de matrículas no ensino superior: o predomínio privado

Em que pese a expansão das matrículas no ensino superior, seu número ainda está muito aquém da meta do Plano Nacional de Educação de 2001 de alcançar, no prazo de 10 anos, 30% da população na idade entre 18 e 24 anos. Por ora, atingiram-se apenas 10,4% dessa faixa etária e a confirmação do Brasil com um dos piores índices de acesso ao ensino superior na América Latina.

O número de matrículas no ensino superior, no Brasil, passou de 2,69 milhões em 2000 para 4,16 milhões em 2004, um crescimento de 54,5%. Movimento análogo ocorreu no RS, onde as matrículas passaram de 238.263 para 322.824 no período considerado, um acréscimo de 35,5%.

O desdobramento por dependência administrativa evidencia a predominância da rede privada, responsável, em 2000, por 1,81 milhão de matrículas, 67,1% do total do País, sendo que, em 2004, as matrículas atingiram 2,98 milhões, 71,7% do total, tendo ocorrido um recuo da participação da rede pública de 32,9% para 28,3% no total das matrículas. No RS, a rede privada foi responsável, em 2000, por 195.068 matrículas, 81,9% do total, e, em 2004, por 274.350 matrículas, 85% do total. O número de matrículas na rede pública, no RS, era de 43.195 em 2000 e de 48.474 em 2004, sofrendo um decréscimo em sua participação, no total de matrículas, de 18,1% para 15%.

Expansão de matrículas no ensino superior o predomínio privado

Compartilhe