Evolução recente da estrutura sindical no Rio Grande do Sul

Nos anos 80, o sindicalismo brasileiro viveu uma fase de ascenso, expresso no movimento grevista e no fortalecimento da prática da negociação coletiva. A década de 90, no entanto, foi marcada por uma maior fragmentação da representação de patrões e empregados — favorecida pelo fim do controle do Governo sobre os assuntos internos dessas entidades desde 1988 — e pela queda do poder de barganha sindical decorrente do aumento do desemprego, das políticas de estabilização econômica e da modernização organizacional e gerencial introduzida nas empresas. A fragmentação expressa-se no aumento do número de sindicatos, que, no Brasil, passou de 10.075 em 1990 para 15.961 em 2001 (aumento de 58,4%) e, no

Rio Grande do Sul, de 1.066 para 1.589 no mesmo período (aumento de 49,1%). Esse aumento correspondeu a uma elevação da participação de organizações com até 500 sócios no total de entidades. No País, essa participação passou de 48,2% em 1990 para 56,9% em 2001 e, no RS, de 48,9% para 57,3% no mesmo período. A redução do poder de barganha expressa-se, principalmente, no declínio do movimento paredista, mas também na diminuição da densidade sindical, a parcela da População Economicamente Ativa associada a sindicatos. No Brasil, a densidade passou de 15,6% em 1992 para 15,3% em 2002, enquanto, no RS, ela passou de 24,9% para 21,7% nesse período.

Evolução recente da estrutura sindical no Rio Grande do Sul

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