Evolução das taxas de formação de mestres e de doutores no RS

O capital humano tem papel fundamental no crescimento de qualquer economia. Quanto maior for o estoque desse fator produtivo, maiores serão as possibilidades de aumento do bem-estar de um país. A educação formal, desde que seja de boa qualidade, contribui decisivamente para o aumento das habilidades da população. Os níveis mais elevados desse tipo de educação, o mestrado e o doutorado, possuem peso decisivo nesse contexto, pois são elementos indispensáveis para o avanço da fronteira da ciência e da inovação, possibilitando a criação de novos produtos, processos e serviços. Assim, é importante acompanhar a evolução do número de concluintes em cursos de mestrado e doutorado no RS, comparativamente às outras unidades federativas mais industrializadas. Com esse propósito, são utilizados aqui dois indicadores específicos: (a) taxa de formação de mestres por 100.000 habitantes; e (b) taxa de formação de doutores por 100.000 habitantes (GEOCAPES-IBGE). As taxas são avaliadas para os anos 2000 e 2013.

Em 2013, o RS apresentou a maior taxa de formação de mestres dentre os seis estados mais industrializados (pelos critérios da Pesquisa Industrial Anual). Esse resultado positivo pode ser explicado por dois fatores: (a) em 2000, o RS já possuía um indicador robusto, relativamente aos demais estados selecionados; e (b) no período 2000-13, a evolução desse indicador foi significativa (164,9%). São Paulo, o estado mais industrializado, apresentou um crescimento em sua taxa de 63,1% ao longo do período, com evolução de 17,1 mestres por 100.000 habitantes em 2000 para 28,0 em 2013.

Dentre os estados selecionados, aquele que obteve a maior taxa de formação de doutores foi São Paulo. O indicador paulista era de 8,3 em 2000 e de 13,2 em 2013, resultando em variação de 58,7%. O segundo colocado, RS, apresentava uma taxa de 3,1 em 2000, elevando-se para 13,0 em 2013, o que equivale a um crescimento de 320,6%.

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