Estudo e trabalho: o perfil dos jovens brasileiros

Os dados sobre o perfil dos jovens em relação às suas opções de estudo e trabalho, disponíveis na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2012), confirmaram as tendências que já vinham sendo observadas no último período intercensitário (2000-10). Dentre elas, destaca-se a redução do número de jovens gaúchos que não estudam e nem trabalham, a sua inserção cada vez mais precoce no mercado de trabalho e a maior participação feminina no grupo dos jovens que estudam e trabalham. Nos últimos anos, a proporção de mulheres gaúchas que estudam e trabalham (19,6% em 2012) ultrapassou a dos homens (18,1% em 2012), que antes dominavam esse grupo nas faixas etárias tanto de 15 a 19 anos quanto de 20 a 24 anos.

Considerando-se a faixa etária de 15 a 24 anos, observa-se que, em 2012, a maior parte dos jovens brasileiros do sexo masculino só trabalhava (41,4%), enquanto a maior parte dos jovens do sexo feminino só estudava (33,6%). A rede pública de ensino abrigava 84% dos jovens entre 15 e 19 anos de idade, enquanto a rede privada abrigava 53% dos alunos na faixa de 20 a 24 anos. Verificou-se uma maior participação da rede privada de ensino entre os jovens acima de 20 anos que estudavam e trabalhavam (60,8%), enquanto os que apenas estudavam concentraram-se na rede pública (56,9%).

Apenas 9% das gaúchas entre 15 e 19 anos com filho(s) estudavam em 2012 (5,5% só estudavam, e 3,5% estudavam e trabalhavam), enquanto 63,1% não estudavam e nem trabalhavam. Entre as gaúchas dessa faixa etária sem filho(s),
75,7% estudavam, enquanto 12% não estudavam e nem trabalhavam.

No Brasil, a renda per capita média nos domicílios dos jovens que estudavam e trabalhavam era a mais elevada, enquanto a renda domiciliar dos que não estudavam e nem trabalhavam era a mais baixa. A renda dos que só estudavam também se mostrou mais elevada do que a renda domiciliar dos jovens que só trabalhavam.

As brasileiras entre 15 e 24 anos ganharam, em média, salários 12% inferiores aos do sexo oposto. Apenas nas forças armadas e auxiliares, o salário médio do sexo feminino foi superior ao masculino, porém a representação feminina nesta ocupação é 16 vezes inferior à masculina. Entre as maiores disparidades salariais, destacam-se as ocupações de dirigente (média salarial 14,4% maior entre os homens), de técnico de nível médio (34,6% maior), e nos serviços (41,4% maior). Os jovens empregaram-se, em sua maioria, na produção, reparação e manutenção de bens e serviços, o que também foi a principal ocupação dos jovens pardos e pretos. Entre os de raça amarela, a ocupação predominante foi em vendas e prestação de serviços no comércio. Entre os jovens de raça branca, predominou o emprego em serviços administrativos, e, entre os indígenas, o emprego agrícola.

Estudo e trabalho o perfil dos jovens brasileiros

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