Estudo e trabalho: a situação dos jovens gaúchos (2000-10)

Existe uma preocupação crescente, por parte do governo e da sociedade, com políticas de incentivo ao estudo. Ao mesmo tempo, há poucas pesquisas sobre os fatores que influenciam, positiva ou negativamente, o acesso à educação.

As escolhas entre trabalho e estudo por parte dos jovens estão sujeitas a diversas influências econômicas e sociais. Podemos citar como fatores intervenientes: sexo, renda domiciliar per capita, características do chefe do domicílio, dentre outros.

Comparando-se as mudanças ocorridas entre 2000 e 2010, observa-se que houve uma boa redução no número de jovens desocupados (que não estudam e nem trabalham), principalmente na faixa etária de 20 a 24 anos, e que há uma tendência dos jovens se inserirem no mercado de trabalho cada vez mais precocemente.

A representatividade dos jovens que trabalham aumentou principalmente entre as mulheres, reduzindo a grande diferença que havia em relação aos homens na questão de estudo e trabalho (em 2000, a maioria das mulheres de 20 a 24 anos de idade não estudava e nem trabalhava, mas, em 2010, a maioria só trabalhava).

Entre os jovens de 15 a 19 anos de idade, predomina o grupo dos que só estudam, enquanto, entre os de 20 a 24 anos, o grupo que se sobressai é o dos que só trabalham. Entre os de 15 a 19 anos que continuam estudando em 2000 e em 2010, destaca-se a relação positiva com a condição de serem filhos de chefes domiciliares, ao mesmo tempo que a relação negativa entre os jovens que não estudam e o fato de estarem trabalhando.

Entre os jovens de 20 a 24 anos de idade que continuam estudando, destacam-se dois fatores relevantes nos dois períodos analisados: em primeiro lugar, a relação com os anos de estudo do chefe domiciliar; em segundo lugar, o fato de continuarem morando com os pais.

Em média, a renda per capita nos domicílios dos jovens que estudam e trabalham é a mais elevada, enquanto a dos que não estudam e nem trabalham é a mais baixa. A renda per capita nos domicílios dos que só estudam é, em média, mais elevada do que a dos domicílios dos que só trabalham.

A média dos anos de estudo dos chefes de domicílio dos jovens gaúchos de 15 a 24 anos aumentou. Nos domicílios chefiados por pessoas com mais anos de estudo, a maior parte dos jovens só estudava em 2000, enquanto, em 2010, a maior parte estuda e também trabalha.

Estudo e trabalho a situação dos jovens gaúchos (2000-10)

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