Estrangulamentos do setor elétrico gaúcho

Cotejando-se a capacidade de geração de energia elétrica projetada até 2010, a partir de 2002, com os fluxos requeridos conforme cenarização da Matriz Energética do Rio Grande do Sul, para 2003 a 2020, podem-se projetar os estrangulamentos do setor elétrico gaúcho.

Os requerimentos de energia, se estimados com base em três hipóteses de crescimento da economia brasileira, e a geração de eletricidade, dentro da perspectiva histórica, indicam que os estrangulamentos do setor elétrico gaúcho se darão: (a) em 2018, se a taxa for de 2,5% a.a., em uma perspectiva conservadora; (b) em 2014, se a taxa for de 3,5% a.a., em uma perspectiva moderada; e (c) em 2011, se a taxa for de 4,5% a.a., em uma perspectiva otimista.

Cabe ponderar que, se ocorrerem altas taxas de crescimento da economia, haverá pressão sobre as unidades de geração de energia até a plenitude de suas capacidades, acarretando aumento dos custos de geração, quer pela maior participação das térmicas a carvão ou a gás, quer pela entrada de outras usinas menos econômicas.

Outro extremo seria o caso da disponibilidade irrestrita de energia elétrica do sistema interligado e da transferência vantajosa de seus excedentes ao Rio Grande do Sul, o que poderia configurar ociosidade das unidades de geração, onerando os custos sobre o capital fixo e ratificando sua condição de importador líquido, que se encontra em torno de 38%.

Dessa forma, o planejamento prospectivo permite discutir as bases de sustentação do desenvolvimento, alertando, com antecipação, para seus possíveis estrangulamentos e para as devidas correções necessárias.

Estrangulamentos do setor elétrico gaúcho

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