Estados com maior PIB não reduzem a mortalidade precoce

O primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estipulados pela ONU é erradicar a extrema pobreza e a fome, tendo como meta reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população que sofre de fome. Seu indicador é a taxa de crianças com baixo peso ao nascer (inferior a 2.500 gramas) por 1.000 nascidos vivos. A ocorrência de baixo peso ao nascer expressa retardo do crescimento intrauterino ou prematuridade e fator de risco para a morbi-mortalidade neonatal e infantil, o que significa probabilidade de morte precoce. Conforme o padrão internacional, valores acima de 10% são considerados inaceitáveis. Proporções elevadas de nascidos vivos com baixo peso estão associadas, em geral, a baixos níveis de desenvolvimento socioeconômico e de assistência materno-infantil.

Analisando-se a taxa de baixo peso, nos cinco estados de maior PIB do Brasil, nos anos de 1994 e 2007, percebe-se um aumento em quatro deles: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e, com maior destaque, São Paulo. A única exceção foi Minas Gerais, que diminuiu a taxa, mas, se mantida essa tendência, não será atingida a meta proposta para 2015. Essa situação de incremento da taxa em nível tanto estadual como nacional revela a insuficiência dos esforços para alcançar a meta. E o que é mais grave é o fato de que o desenvolvimento econômico, expresso pelo PIB, não alcançou as condições de vida da população.

Estados com maior PIB não reduzem a mortalidade precoce

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