Erradicação da miséria e da pobreza na RMPA

A menos da metade do prazo final assumido por 191 países para reduzir a miséria do Planeta, compromisso elaborado durante a Cúpula do Milênio, organizada pela ONU no ano 2000, e no RS, através da Carta de Porto Alegre, em 2004, por decisão do Fórum da Responsabilidade Social e Desenvolvimento, pesquisas da FEE indicam que ainda resta muito a ser feito.

Buscando avaliar a situação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), recorremos à pesquisa sobre os ODM nos municípios do RS, divulgada em junho de 2007, em que, para cada uma das 18 metas a serem atingidas em 2015, foi projetada uma tendência com base na velocidade do esforço realizado entre 1991 e 2005.

Encontraram-se sete indicadores nas categorias: Alcançado e A caminho, mostrando que, se essa tendência for mantida, as metas serão alcançadas; entretanto, nas categorizações Avanço lento e Nenhuma mudança ou mudança negativa, encontram-se 11 indicadores, que deverão ser priorizados para reverter ou acelerar a situação atual, sob pena de não serem atingidas as mudanças para 2015.

Os Municípios de Novo Hamburgo, Gravataí, Alvorada, Canoas, Porto Alegre e Viamão, com população acima de 200.000 habitantes, foram os que apresentaram maiores dificuldades para atingir as metas da ONU.

As dificuldades estão nos indicadores de saúde (crianças com baixo peso ao nascer, mortalidade de crianças menores de cinco anos, mortalidade infantil, mortalidade materna, mulheres de 15 a 24 anos com HIV/AIDS e incidência de AIDS por município), de gênero (mulheres e homens no ensino superior e mulheres assalariadas) e de sustentabilidade ambiental (domicílios sem acesso à água tratada e domicílios com ligação a uma rede geral de esgoto ou pluvial).

Erradicação da miséria e da pobreza

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