Envelhecimento do trabalhador demanda políticas públicas

O processo de envelhecimento da população na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) vem se acelerando, nos últimos anos, em consequência da dinâmica demográfica, a qual afetou profundamente a composição etária da População Economicamente Ativa (PEA), aumentando a proporção de pessoas adultas com 40 anos ou mais. Tal segmento, em período recente, passou a representar a parcela mais importante do conjunto de trabalhadores, interpondo novos desafios às políticas públicas e sociais.

Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMPA) mostram que, em 2009, os adultos com 40 anos ou mais compunham 41,5% da PEA, estando 11,4 pontos percentuais acima da parcela registrada em 1993. Considerando-se a estimativa da população nessa faixa etária, tal evolução representa um incremento de 94,7% (407 mil pessoas), totalizando 837 mil indivíduos em 2009. Já os contingentes mais jovens, os de 25 a 39 anos e os de 10 a 24 anos, apresentaram quedas de 4,8 e 6,6 pontos percentuais, respectivamente, no mesmo período.

Nesse contexto, a capacitação da força de trabalho torna-se um requisito essencial na conquista do equilíbrio social, econômico e intergeracional. A (re)qualificação profissional e a valorização do indivíduo no sentido mais amplo, através de uma educação permanente e continuada, devem constituir prioridade das políticas voltadas à força de trabalho madura, com o objetivo de uma maior absorção dessa mão de obra e de obter melhores possibilidades e condições de trabalho, como o direito à integração laboral e social.

Envelhecimento do trabalhador demanda políticas públicas

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