Emprego formal: semestre de saldos positivos, mas declinantes

No primeiro semestre de 2009, o Brasil sustentou resultados positivos de seus índices de emprego formal, a se considerarem os saldos (admissões menos demissões) acumulados em 12 meses, apurados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Excetuada a Região Norte, essa expansão continua a se verificar, mês a mês, em todas as regiões do País e no conjunto das metrópoles; o mesmo vale para o Rio Grande do Sul e para a Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), destacados na tabela. Todavia salta aos olhos a acentuada e contínua desaceleração da geração de postos formais, comportamento em que se observa inequívoca convergência desses distintos recortes geográficos. No Estado, por exemplo – que, no intervalo analisado, apresenta performance inferior à do agregado nacional e à da Região Sul -, chegou-se, em junho último, a um acréscimo de apenas 15.000 postos formais na comparação com igual mês de 2008, ao passo que, em janeiro, o diferencial atingia 74.000 vagas. Um mero exercício de projeção indicaria a iminência de resultados negativos nessas séries, mas sinais de recuperação da economia mundial estão sendo assinalados, e fatores que vêm deprimindo, no Brasil, o crescimento do emprego podem ser contra-arrestados, antes que se configure um movimento de retração no mercado formal de trabalho.

Emprego formal semestre de saldos positivos, mas declinantes

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