Emprego formal: Brasil bate recorde, e RS busca recuperação

O Brasil fecha o primeiro semestre de 2007 com um acréscimo de postos de trabalho com carteira assinada de 1.095.503, superando o recorde de 2004 para o mesmo período (1.034.656 novas vagas), um ano tido como notável para o atual padrão de crescimento do País, haja vista as expansões do PIB, de 5,7%, e do emprego formal, de 6,3%. No período de janeiro a junho de 2007, o nível do emprego celetista, no Brasil, registrou um crescimento de 4,0%, observando-se comportamento positivo em todos os setores de atividade econômica, com destaque para a agropecuária (16,5%) e para a construção civil (7,2%), que tiveram o seu melhor desempenho para o primeiro semestre em toda a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em termos absolutos, os setores que mais contribuíram para o resultado alcançado foram, por ordem de importância, serviços, indústria de transformação e agropecuária, responsáveis, no seu conjunto, por 79% dos postos de trabalho gerados nesse semestre.

O Rio Grande do Sul apresenta um desempenho distinto e aquém do nacional, com uma taxa de crescimento do emprego celetista de 2,5% nos seis primeiros meses do ano, correspondendo a um saldo líquido de 47.983 postos, muito abaixo do registrado no mesmo período de 2004 (72.907), mas superior aos de 2005 (26.970) e 2006 (34.551). A indústria de transformação, responsável pela maior parte das vagas criadas em 2007, exibiu a variação setorial mais expressiva, 4,8%, seguida pela construção civil, com 4,2%. Diferentemente do que se verificou no plano nacional, a agropecuária é o destaque negativo, com um recuo de 1,9% (supressão de 1.504 postos), mesmo assim melhorando em relação aos primeiros semestres de 2005 e 2006, quando foram fechadas 3.273 e 2.092 vagas respectivamente.

Evolução do emprego formal, por setor de atividade econômica, no Brasil e no Rio Grande do Sul — jan.-jun./07

FONTE: Caged-MTE.
(1) No total das atividades, foi incluído o setor Outros.

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