Economia mundial segue em queda, em 2009

Os desdobramentos da crise mundial não deixam margem a dúvidas: de uma crise financeira, encaminhamo-nos para uma crise econômica de grandes proporções. Embora esperado, esse desenrolar sepultou duas idéias bastante repetidas a partir de meados de 2007, quando a crise financeira se iniciou. A primeira dizia respeito à possibilidade de uma crise contida no setor financeiro, em especial dos países desenvolvidos. A segunda propugnava a hipótese de um “descolamento” entre as economias desenvolvidas e em desenvolvimento, com a crise das primeiras sendo contida pelo dinamismo das demais, com especial ênfase no desempenho da zona asiática – tendo por centro a extraordinária expansão da economia chinesa – como esteio para a manutenção do crescimento mundial. Os números do PIB para o quarto trimestre de 2008 mostram com nitidez a extensão da disseminação geográfica da crise e o tamanho da queda frente ao ritmo de desempenhorecente. A redução da atividade foi brusca e generalizada, mostrando que a economia produtiva mundial estava tão integrada quanto a financeira. Sem a demanda proveniente dos Estados Unidos, o comércio mundial foi bastante reduzido após o 3º trim./08, sendo esse o principal canal de propagação da crise para todo o planeta.

Quanto às possíveis soluções, a dinâmica da crise mostra que não bastam os instrumentos de política fiscal e monetária usados isoladamente por cada país à saciedade. Dados o encadeamento e a integração econômica, apenas a adoção de medidas conjuntas, sob liderança e exemplo da economia norte-americana, ainda a mais forte do planeta, poderá relançar as bases para uma retomada futura da economia mundial.

Economia mundial segue em queda, em 2009

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