Despesas com funções urbanas em municípios do RS

Em 2005, os municípios gaúchos na faixa de 20.001 a 500.000 habitantes, considerados de porte médio, abrigavam a maior parcela da população urbana do Estado (71,01%). No entanto, no período recente, esses municípios vêm despendendo proporcionalmente menos do que municípios menores (com 5.001 a 20.000 habitantes) com funções urbanas.

Observando a tabela, constata-se que, em 2002, quando as áreas urbanas desses municípios abrigavam 70,13% da população urbana estadual, a despesa média por habitante urbano com habitação, saneamento e obras urbanas era de R$ 56,98 — bem abaixo dos R$ 66,78 despendidos pelos municípios da faixa de 5.001 a 20.000 habitantes e abaixo, inclusive, da média do Estado. Essa situação havia modificado-se ligeiramente em 2005, quando a despesa média por habitante atingiu R$ 72,39. Esse valor aproximava-se da média do Estado, mas distanciava-se ainda mais dos municípios menores, cuja despesa média por habitante urbano ascendia a R$ 83,57.

Não seria adequado fazer a mesma comparação com a Capital, que, sendo o único município com mais de 500.000 habitantes, concentra mais de 15% da população urbana do RS, nem com os pequenos municípios (com população menor que 5.000 habitantes), que são os menos urbanizados. Mas os dados mostram que os municípios médios são os que vêm acumulando as maiores carências urbanas no Estado.

Número de municípios por classes de tamanho e despesa média por função (urbanismo, habitação e saneamento) e por habitante urbano nos municípios do RS — 2002 e 2005

FONTE: Fundação de Economia e Estatística; Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional-UNISC. RS em Mapas e Dados.
FONTE: Porto Alegre: FEE, 2007. CD-ROM.
FONTE: Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul.FONTE

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