Desemprego: comportamento diferenciado entre os gêneros

A Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre revela, no período jan.-set./01, altas taxas de desemprego total, atingindo mais as mulheres, cujo contingente apresentou uma taxa de 18,3%, enquanto para os homens a taxa foi de 12,4%.

Considerando-se os três tipos de desemprego levantados pela Pesquisa, verifica-se que, tanto entre os homens como entre as mulheres, predomina a situação de desemprego aberto — pessoas que procuraram trabalho, efetivamente, nos 30 dias anteriores ao da entrevista e não exerceram nenhum trabalho nos últimos sete dias — , cujas taxas foram 7,4% e 12,9% respectivamente. O desemprego oculto pelo desalento — pessoas sem trabalho e que não procuraram nos últimos 30 dias, por alguma circunstância, mas apresentaram procura efetiva de trabalho nos últimos 12 meses — também atinge mais as mulheres, cujas taxas representaram 2,8% para o contingente feminino e 0,8% para o masculino. Essa situação se inverte unicamente no caso do desemprego oculto pelo trabalho precário — pessoas que procuraram trabalho nos últimos 30 dias anteriores ao da entrevista, ou nos últimos 12 meses, e realizam, de forma não regular, algum trabalho —, no qual as taxas foram de 4,2% para os homens e de 2,6% para as mulheres.

Desemprego comportamento diferenciado entre os gêneros

Os homens enquadram-se mais neste último tipo de desemprego por serem, na grande maioria, os principais responsáveis pela manutenção da família e, por isso, se vêem forçados — enquanto procuram trabalho — a realizar atividades instáveis. As mulheres, no entanto, via de regra, têm, nos afazeres domésticos, uma atividade enquanto buscam trabalho no mercado.

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