Desempenho do comércio no RS

O setor Comércio do Rio Grande do Sul tem uma participação de 10,0% no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Esse segmento vem tendo desempenho positivo nos últimos anos, apresentando taxas de crescimento de 2,6% em 1999 e de 3,1% em 2000.

No ano corrente, para o qual ainda não estão disponíveis todas as informações necessárias às estimativas do PIB, a evolução desse segmento é aferida através da utilização da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), elaborada pelo IBGE para estados selecionados (12 estados) a partir do grau de importância dos mesmos na estrutura do comércio e abrangendo suas principais atividades. Com base nessas informações, observa-se que, em agosto (último mês disponível da PMC), o índice de volume das vendas do comércio varejista do Rio Grande do Sul, comparado ao do mesmo mês do ano anterior, apresentou o melhor desempenho dentre todos os estados brasileiros, atingindo um crescimento de 6,5%, seguido por Santa Catarina — com crescimento de 3,6% — e pelo Estado do Paraná, com uma taxa de 2,5%. É importante destacar que, para o mesmo período, o Estado de São Paulo apresentou queda (-2,2%), e o comércio varejista no Brasil decresceu (-0,3%).

No acumulado do ano (até o mês de agosto), enquanto no Brasil se verificou uma taxa negativa (-1,2%), devido principalmente ao desempenho negativo da atividade combustíveis e lubrificantes (-4,5%), o Rio Grande do Sul apresentou um crescimento de 0,9%, classificando-se como o quarto estado de melhor crescimento, ficando atrás apenas de Santa Catarina, do Rio de Janeiro e da Bahia, os quais cresceram, respectivamente, 2,7%, 2,5% e 1,2%. Salientam-se aqui os desempenhos negativos dos Estados de Minas Gerais (-2,8%) e de São Paulo (-2,8%), cujas economias são parcelas significativas do comércio nacional.

O reduzido crescimento das vendas no acumulado do ano, no RS, deve-se principalmente ao desempenho negativo nas vendas de combustíveis e lubrificantes (-6,8%), que foi contrabalançado pelos desempenhos positivos das atividades móveis e eletrodomésticos (20,2% no mês de agosto e 12,0% no acumulado do ano) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,4% no mês de agosto e 2,1% no acumulado do ano).

Destaca-se, ainda, no RS, o bom desempenho do segmento veículos, motos, partes e peças, que, apesar da queda no mês (-5,5%), apresentou um crescimento significativo de 16,0% no acumulado do ano, ficando atrás apenas dos Estados de Goiás e Minas Gerais, com taxas positivas de 23,1% e 17,5% respectivamente.

Desempenho do comércio no RS

Essa melhor performance das vendas do comércio varejista do Estado em comparação com as do Brasil e com as dos principais estados da Federação deve-se, em parte, à possibilidade que teve a Região Sul de ficar fora do esquema de racionamento de energia elétrica imposto às demais regiões do País.

Para os próximos meses do ano, espera-se que o comércio varejista apresente uma redução no seu ritmo de crescimento das vendas, devido, principalmente, a uma não-redução das taxas de juros pelo Banco Central, afetando, com isso, o desempenho daqueles segmentos que são mais sensíveis ao crédito, como o de bens de consumo duráveis.

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