Desaquecimento na indústria de máquinas agrícolas

A queda da produção e das vendas internas de máquinas e implementos agrícolas no primeiro trimestre de 2005 demonstra um contexto de desaquecimento setorial em nível tanto nacional quanto regional. Além do efeito estatístico provocado pela elevada base de comparação (2004 foi um ano muito bom), confirmam-se os reflexos negativos da estiagem, que atingiu com mais rigor a Região Sul, da queda da cotação de algumas commodities no mercado internacional, em especial arroz e soja, e da valorização do real frente ao dólar, que afetaram a rentabilidade do produtor rural. Nem mesmo os recursos disponibilizados no âmbito do Moderfrota — programa criado para possibilitar a renovação da frota de máquinas agrícolas brasileira —, que tem alavancado o desempenho desse setor nos últimos anos, lograram reverter esse quadro. Ao final do primeiro trimestre, cerca de 30% dos recursos liberados pelo Governo para o atual ano-safra
ainda não haviam sido contratados.

Os problemas enfrentados pelo setor crescem em importância no Rio Grande do Sul, tendo em vista a presença de um forte parque industrial fabricante de máquinas agrícolas, com empresas multinacionais de grande porte, expressivo volume de produção, exportação e emprego.

Desaquecimento na indústria de máquinas agrícolas

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