Crise global agrava situação de calçadistas gaúchos

Além das antigas dificuldades enfrentadas pelos calçadistas gaúchos, decorrentes da agressiva concorrência dos calçados chineses e da manutenção da política de valorização do real, a eclosão da crise financeira global, em setembro de 2008, adicionou alguns componentes novos. A abrupta redução do crédito para financiamento do comércio, o encolhimento da demanda externa e o retorno da implementação de medidas protecionistas por diversos países provocaram uma drástica contração dos fluxos de comércio internacional, com consequências negativas sobre o nível de produção e de emprego desse segmento produtivo.

No caso da indústria calçadista gaúcha, especializada em calçados de couro femininos destinados ao mercado externo, as quedas foram expressivas, reforçando a tendência de diminuição da representatividade dos calçados do RS na indústria calçadista nacional. Em 2009, a produção física encolheu 20,0%, queda que só não foi maior devido à imposição de uma tarifa “antidumping”, de US$ 12,57, sobre os calçados chineses, em setembro desse ano, e ao crescimento da demanda interna. As exportações, por sua vez, caíram, no último ano, mais de 30% em valores, queda igual à verificada no número de pares embarcados.

Crise global agrava situação de calçadistas gaúchos

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