Crise agrícola redireciona o crédito para a safra 2006/07

A crise agrícola decorrente da combinação de fatores como adversidade climática e câmbio desfavorável, dentre outros, poderia provocar uma retração na intenção de plantio dos produtores para a próxima safra.

Com a finalidade de não comprometer o desempenho agrícola, o Governo Federal anunciou o Plano-safra 2006/07 em meio a uma comercialização marcada por fortes pressões por parte dos produtores rurais e pela edição de três pacotes de “socorro” ao setor nos últimos meses. O Plano acena com maior ênfase para as fases de custeio e comercialização da produção, em detrimento da valorização dos recursos para investimento, como ocorreu para a safra passada. Os recursos totais para essas duas primeiras linhas de crédito mostram um acréscimo de 24,7%, enquanto os de investimento indicam uma diminuição de 22,8%.

O pacote propõe ainda o acréscimo dos limites de empréstimo por tomador para o custeio e a comercialização e a redução das taxas de juro para algumas linhas de investimento do BNDES. No primeiro caso, nota-se um aumento acentuado do limite de crédito a juros controlados, principalmente para os sojicultores, cujos montantes passaram de R$ 150.000/ /tomador para R$ 300.000/tomador. Para os programas do BNDES, as sucessivas reduções na taxa básica de juros da economia possibilitaram a queda das taxas de programas como o Moderfrota e o Prodecoop, igualando-as à taxa de 8,75% ao ano, como nas demais linhas de crédito rural.

Essas medidas evidenciam a preocupação com os resultados da próxima safra, cujos volumes de produção poderiam vir a ser afetados pela tendência de retração na área plantada ou no padrão tecnológico das atividades agropecuárias.

Crise agrícola redireciona o crédito para a safra 2006 07

Compartilhe